Participação do GEAMAZ-UFPA na COP-30

O Geamaz-UFPA, buscando sempre apresentar soluções em educação ambiental e promover o diálogo e a reflexão sobre o papel da educação ambiental no enfrentamento dos impactos socioambientais e das mudanças do clima, participou da Programação aberta ao público, na Green Zone da COP-30, no período de 10 a 21 de novembro de 2025, com o Painel Temático, intitulado Educação Ambiental e Mudanças Climáticas – o papel das Escolas, das Universidades, dos povos indígenas e das populações locais amazônicas. Esse trabalho foi organizado pela Dra. Rosiane Gonçalves, vice-Líder do Geamaz, ainda nos meses que antecederam a COP-30 em Belém do Pará, com transmissão de Painéis sobre Educação Ambiental e Mudanças Climáticas, no Canal Diálogos Online do Geamaz, no Youtube (http://youtube.com/@dialogosonline-y2e). Ao todo foram transmitidos três Painéis:
1) Educação Ambiental e Mudanças Climáticas: o papel das escolas;
2) Educação Ambiental e Mudanças Climáticas: o papel das Universidades e;
3) Educação Ambiental e Justiça Climática: a contribuição dos povos indígenas e das comunidades tradicionais amazônicas, que integraram a Programação Pré-COP do Geamaz.
O Painel apresentado na COP-30 representou a culminância desse debate e contou com a participação de pesquisadores do Geamaz, pesquisadores e gestores convidados, intelectuais indígenas e representantes das comunidades tradicionais amazônicas.

Foto: Painel do Geamaz-Ufpa na COP-30, Greenzone, 2025.
PAVILHÃO PARÁ – GREEN ZONE – COP 30
Data: 13 de novembro de 2025
Sala: Seringueira
Painel Temático
Título da Proposta: Educação Ambiental e Mudanças Climáticas – o papel das Escolas, das Universidades, dos povos indígenas e das populações locais amazônicas
Coordenador: Profa. Dra. Maria Ludetana Araújo
Painelistas:
Profa. Dra. Rosiane Gonçalves (representante da Educação Básica)
Profa. Dra. Maria Ludetana Araújo (representante do Ensino Superior)
Profa. MSc. Concita Sompré (representante dos povos indígenas)
Moderadora:
Profa. MSc. Glenda Malcher
Justificativa:
Diante da crescente crise climática global, torna-se urgente repensar os processos educativos e os modos de relação entre sociedade e natureza. A educação ambiental é um instrumento essencial no enfrentamento das mudanças do clima, formando cidadãos conscientes, críticos e capazes de agir frente aos desafios socioambientais. Este painel propõe o diálogo entre diferentes saberes — científico, pedagógico e tradicional — valorizando o papel das escolas, das universidades, dos povos indígenas e das comunidades locais na construção de uma sociedade mais sustentável e inclusiva. As escolas promovem sensibilização, integração e disseminação de práticas ambientais no cotidiano da comunidade escolar e do entorno. As universidades produzem conhecimento científico, formam profissionais e desenvolvem soluções inovadoras para mitigar os impactos ambientais e climáticos. Já os povos indígenas e as populações locais oferecem saberes tradicionais e ancestrais que valorizam o equilíbrio com o meio ambiente e fortalecem a justiça social e climática. A integração entre ciência, educação e cultura é fundamental para a promoção da qualidade de vida e da sustentabilidade planetária.
Objetivos
Geral:
Promover o diálogo e a reflexão sobre o papel da educação ambiental no enfrentamento dos impactos socioambientais e das mudanças do clima, articulando perspectivas científicas, pedagógicas e tradicionais.
Específicos:
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Debater sobre o papel das escolas na formação de cidadãos atuantes e ambientalmente responsáveis;
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Apresentar as contribuições das universidades em sustentabilidade socioambiental na pesquisa, na inovação e na extensão de práticas comunitárias;
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Oportunizar a propagação e valorização dos saberes indígenas e dos saberes locais como fontes de conhecimento e práticas de adaptação climática e do bem-viver;
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Estimular a integração entre ciência, cultura e comunidade para consolidação de práticas de educação ambiental.
Público-Alvo:
Professores da educação básica e superior, estudantes, gestores escolares, gestores públicos, pesquisadores, organizações não governamentais, povos indígenas, quilombolas, populações locais, lideranças indígenas e comunitárias e sociedade civil.
Formato e Metodologia
O evento foi realizado na forma de Painel Temático, com duração de 50 minutos. A metodologia será dialógica e participativa, composta por: ABERTURA INSTITUCIONAL E CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA (3 min); APRESENTAÇÃO DOS PAINELISTAS E MODERAÇÃO (5 minutos); EXPOSIÇÃO DOS PAINELISTAS (3 convidados, 10 min cada) - Representante da Educação Básica; Pesquisador(a) universitário(a) na área de educação ambiental e mudanças climáticas; Liderança indígena ou representante de Organização Indígena Amazônica. Debate entre os painelistas - Pergunta condutora - como integrar saberes científicos, pedagógicos e tradicionais e indígenas, valorizando o papel das universidades, das escolas, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais no combate às mudanças climáticas e na construção da justiça socioambiental? (10 min). SÍNTESE FINAL (2 min).

Currículo dos Painelistas:
ROSIANE FERREIRA GONÇALVES
É professora Titular do Comando da Aeronáutica, lotada no Colégio Tenente Rego Barros. Doutora em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará. É mestre em Antropologia, especialista em Educação e Problemas Regionais e Graduada em Ciências Sociais e Pedagogia. É vice-Líder do Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental na Amazônia (GEAMAZ) e pesquisadora no Grupo de Estudos sobre Populações Indígenas, ambos da Universidade Federal do Pará; é pesquisadora no Grupo de Estudos sobre Indígenas na Amazônia (GEIA) e professora colaboradora na Licenciatura Intercultural Indígena da Universidade do Estado do Pará.
PROFA. DRA. MARIA LUDETANA ARAÚJO
Pós-doutora em Desenvolvimento Socioambiental pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA-UFPA). Professora aposentada - Associada IV da Universidade Federal do Pará (UFPA). Graduada em Pedagogia e História. Especialista em Orientação Acadêmica (UFPA) e em Educação Ambiental pela University of Strathclyde - Escócia. Possui MBA em Desenvolvimento de Alianças Intersetoriais-FIA/USP. Possui Estágio em Educação Ambiental no Japão pela JICA (Agencia Internacional Japonesa) e Doutorado em Filosofia e Ciências da Educação pela UNED - Madrid, convalidado no Brasil. Desenvolveu trabalhos de implantação e coordenação da Política de Educação Ambiental no Estado do Pará. Foi Coordenadora do Parfor-Pedagogia/UFPA de novembro 2009 a julho de 2025. É líder do Grupo de Pesquisa em Educação ambiental na Amazônia (GEAMAZ-UFPA). Atualmente e Professora Voluntária do Programa de Pós-graduação em Rede Nacional para o Ensino das Ciências Ambientais (PROFCIAMB/IG/UFPA).
CONCITA GUAXIPIGUARA SOMPRE
É uma notável representante da etnia Gavião Kyikatêjê, destacando-se como ativista e educadora em prol dos direitos dos povos indígenas. Sua formação acadêmica inclui administração e licenciatura intercultural, que a capacita a articular e promover a soberania e bem-estar de sua comunidade. Atualmente, ela exerce a função de professora, lecionando e contribuindo para a formação de novos líderes indígenas e acadêmicos. Além disso, Concita é xerente e desempenha um papel vital como Presidente dentro da organização FEPIPA - Federação dos Povos Indígenas do Estados do Pará, onde sua liderança é fundamental para fortalecer a união e a mobilização das etnias indígenas. Também é uma das Cofundadora da ANMIGA-Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade.